Isso é IA?
Benchmark aberto

Como vamos medir qual detector de IA acerta mais

O objetivo é publicar um comparativo reproduzível de detectores de imagens geradas por IA. Não vamos transformar três exemplos em “99% de precisão”: resultados só entram no ranking quando o conjunto de teste for grande, balanceado e aplicado da mesma forma a todas as ferramentas.

Estado atual: regressões conhecidas, não um ranking de concorrentes

O Isso é IA? já mantém casos de origem conhecida dentro da regressão automática do ensemble. Eles existem para impedir que uma correção de hoje faça o sistema repetir um erro já encontrado amanhã.

O número atual ainda é pequeno demais para calcular uma taxa de acerto que represente o mundo real. Por isso, estes casos são publicados como regressões conhecidas, e não como um benchmark estatístico completo.

CasoOrigem conhecidaCritérioComportamento atual
Imagem real com classificador de origem como outlierREALNão condenar a foto por um único detector divergenteProvavelmente real
Imagem de IA conhecida com ponto cego no detector principalIAOutras famílias independentes devem conseguir recuperar o casoProvavelmente IA
Captura de tela real com forte instabilidade após recompressãoREALReduzir confiança e evitar falso positivo de IATende a real, com divergência

Benchmark comparativo planejado: 1.000 imagens

A primeira edição comparativa terá como alvo 1.000 imagens com origem conhecida, idealmente 500 reais e 500 geradas ou manipuladas por IA. O conjunto será dividido em categorias para que uma ferramenta não pareça excelente apenas porque recebeu o tipo de imagem em que é mais forte.

As categorias previstas incluem fotos originais de câmera, capturas de tela e frames de vídeo, imagens recomprimidas por mensageiros e redes sociais, edições comuns e imagens sintéticas produzidas por famílias diferentes de geradores.

As mesmas imagens para todos os detectores

Um comparativo só será publicado quando a mesma amostra puder ser submetida às ferramentas avaliadas em condições equivalentes. Não vamos escolher imagens diferentes para favorecer o Isso é IA? nem remover erros depois de ver o resultado.

Para cada ferramenta, pretendemos registrar o nome/versão disponível no dia do teste, resposta real/IA quando existir, score quando informado e tempo aproximado de análise. Se uma ferramenta não aceitar determinado arquivo, isso também será registrado.

Métricas que importam

Acurácia sozinha não basta. Um detector pode acertar bastante e ainda produzir falsos positivos perigosos em fotos reais. Por isso o relatório deve separar acurácia balanceada, falso positivo em imagens reais, falso negativo em imagens de IA, cobertura dos vereditos decisivos e calibração do percentual exibido.

Também vamos separar resultados por qualidade da fonte. Uma fotografia original com metadados preservados é um problema diferente de um print, frame de vídeo ou imagem que passou pelo WhatsApp.

Por que ainda não existe uma tabela dizendo “A ferramenta X ganhou”?

Porque ainda não rodamos um conjunto grande e idêntico em todas elas. Publicar uma classificação com poucas imagens seria marketing, não benchmark. Quando houver dados suficientes, esta mesma URL será atualizada com a tabela comparativa, data do teste e limitações.

Avaliações dos usuários ajudam, mas são uma base separada

Quando alguém usa o detector e declara conhecer com certeza a origem da imagem, essa avaliação pode ajudar a medir e calibrar o sistema. Porém, rótulos enviados por visitantes podem conter erro e não substituem um conjunto curado de benchmark.

Por isso, a base comunitária de avaliações e o benchmark comparativo de 1.000 imagens serão tratados como fontes diferentes de evidência.

Como citar este benchmark

Ao mencionar a metodologia ou futuros resultados, use a URL permanente issoeia.com.br/benchmark-detectores-ia. As atualizações serão feitas nesta página para que referências externas não quebrem quando o benchmark crescer.

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